sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DÍZIMO DO TEMPO

Quanto do seu dia você aproveita? Melhor, quero perguntar: Quanto tempo do seu dia você não passa diante da televisão, jogando conversa fora ou caminhando por aí como que sem objetivo só para passar o tempo? Naturalmente a maioria das pessoas responderia: Praticamente o dia todo quando não estou trabalhando. Sim, o trabalho preenche a nossa vida. Mas nos dias de folga, como você preenche o tempo? Claro, não é da minha conta, e, não quero me meter na sua vida.
Quando se trata de aproveitar o dia, cada um faz o que acha melhor. Geralmente a grande maioria faz alguma atividade diferente da que está acostumado no dia-a-dia, inclusive relaxar. Parece haver um paradoxo entre o famoso carpe diem e o não fazer nada. Aproveitar o dia dá uma conotação de algo no sentido como não desperdiçar, ou seja, não perca o seu tempo sem fazer nada, faça algo útil. Bem, mas quanto desse tempo ocioso você separa para dedicá-lo à uma boa causa? Nada, talvez seja sua resposta, já que é dia de folga. E se eu disser, que esse maravilhoso dia folgado gera um débito com algum compromisso? Não acho. Imagino que dirás. E se questionas, sua pergunta óbvia seria: Que tipo de compromisso? Boa pergunta, pois longe de mim querer te lembrar de um compromisso quando é sua merecida folga.
Há um personagem bíblico que fez mais do que imagina. Ele conseguiu superar os limites de fidelidade de um ser humano. Abraão, um homem de atitude, extraordinário, ímpar. Era desapegado aos bens materiais e dava prioridade a obediência ao Senhor. Não fazia as coisas para agradar as pessoas mas queria agradar ao seu Deus. Mesmo quando esse Deus lhe pediu a mais preciosa oferta que possuía não recusou oferecê-la, embora com o coração constrangido, colocou seu filho Isaac sobre o altar e se o próprio Deus não o impedisse o teria oferecido.
Em Gênesis 14: 20, parte b, diz que Abraão deu o dizimo de tudo. Sim, de tudo que possuía. Neste texto, o óbvio é interpretar que ele entregou dez por cento de seus bens. Mas quero observar o contexto que provavelmente não alude. Fico imaginando um servo dedicado, comprometido, envolvido, que se entrega totalmente, que se doa, que adora a maior parte do tempo. Que adora quando trabalha e quando folga. Não só no templo. Mas tira tempo para testemunhar, para ser solidário, para ser cooperador, para ser dedicado.
Já pensou em entregar o dízimo do seu tempo?
Como? Você pergunta. Se somarmos o tempo que não estamos trabalhando, nem dormindo, deve sobrar umas seis horas aproximadamente. 24 horas somam 1440 minutos. 10 por cento desse tempo corresponde a 144 minutos que são 2 horas e 24 minutos. Legal? Isso diariamente. Não seríamos perfeitos adoradores mas estaríamos chegando perto.
Qual o seu grau de envolvimento na obra de Deus? Quantas vezes por semana você congrega ou está comprometido com alguma atividade na sua igreja? Só aos domingos? No fim de semana todo? Inclui um ou mais dias durante a semana? Quanto tempo separa para reflexão ou estudo? Quanto tempo você considera suficiente para dedicá-lo ao Senhor Deus?
A diferença está alguém que no seu dia livre reserva um tempo para render um tributo ao seu Rei. E sei que existem pessoas que têm prazer em pagar mais um imposto. Esse não é oneroso, nem pesado, nem constrangedor. Como assim? É um tributo diferente, não gera dívida, não sobrecarrega, não pesa no bolso. É suave, dá prazer, preenche a alma, como se a pessoa tivesse pagando por um alimento saboroso ou pelo ingresso de um evento importante. É assim que descrevo como alguém se sente quando entrega o dízimo mais alto. Que não se traduz em numerário, que não se converte em moeda , mas é muito mais precioso que o dinheiro. É parte de seu próprio valor. É parte de sua própria vida. É parte de seu tempo, é o dizimo do seu tempo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mensagem chegando