quarta-feira, 7 de setembro de 2011

RESENHA DE GUERRA DE CANUDOS

O filme A GUERRA DE CANUDOS, é um episódio na História do Brasil que aconteceu no sertão da Bahia no século XVIII, entre 1896 e 1897. Um conflito que envolve a população sertaneja baiana contra o exército Republicano do Marechal Floriano Peixoto, que confiscava os bens da população para pagamento de imposto. Nessa drástica situação, surge Antonio Vicente Mendes Maciel, um líder que está disposto a se recusar a pagar o imposto abusivo e ignora totalmente as idéias da república, para ele um monstro desconhecido, o início do governo do Anti-Cristo. Natural de Quixeramobim(CE), de família tradiconal comerciante, exerceu a atividade jurídica. Abandonado pela mulher saiu peregrinando pelo sertão.

Conselheiro, apelido que recebeu de seus seguidores, por ser um dos principais líderes messiânicos do pais, não aceitava a imposição do governo e por isso resolveu sair itinerante sertão a dentro, em uma dura caminhada conduzindo um grupo de seguidores, simpatizantes de suas idéias, a procura de lugar onde pudessem sossegar. Nessa jornada chega a casa de Zé Luceno, cuja família, assim como os outros sertanejos, sofre com a seca e pobreza, que na esperança de um lugar melhor para viver resolve seguir os peregrinos , com exceção apenas de sua filha Luiza. Esta foge da família e passa a viver na cidade como prostituta, onde conhece Arimatéia, um cabra disposto com coragem de nordestino. Apaixonado resolve tomá-la consigo como sua mulher.
A caravana de Antonio Conselheiro, seguindo em sua viagem, acampa numa antiga fazenda chamada Canudos às margens do rio Vaza-Barris, agora denominada por ele de Belo Monte.Os discursos de Conselheiro agradava aos seus liderados , usava as divindades em suas pregações e arregimentava seguidores como soldados de Jesus.
Economicamente o arraial logo se tornou auto-suficiente. Os bens de consumo como lavoura e gado pertenciam a todos.Uma política que desagradava os republicanos.
O clero também estava preocupado, pois estava perdendo fiéis.
Os latifundiários perdiam seus agregados.
Conselheiro já estava sendo rotulado de monarquista, por pregar a separação entre igreja e estado. Em suas pregações fazia previsões de quatro fogos que aconteceria na guerra que estava por vir.
Em 3 de março de 1897, Canudos é atacada por uma expedição do exercito liderada por Antonio Moreira César que foi massacrada pelos seguidores de Conselheiro, que se abasteceram dos despojos, como armas, munição e mantimentos.Os soldados fugitivos tentam se esconder em casas da região e chegam a casa de Luiza e Arimatéia que resolve servir nas forças expedicionárias. Em 27 de junho de 1897 dá-se o segundo fogo. As mulheres reunidas na igreja rezam constantemente. De novo os soldados de canudos vencem as tropas da república. 13 de julho de 1897, o terceiro fogo. O comboio aguardado pelos soldados da república é atacado pelos soldados de canudos, nessa luta morre o irmão de Luiza, ela entra no arraial e tenta persuadir sua família a sair de lá mas não consegue, seu pai fica aborrecido ao saber que ela vivia como prostituta.
O quarto fogo acontece com um reforço republicano de soldados de várias partes do país. Canudos resiste até o fim, embora sem munição e sem comida. O bombardeio destrói tudo, inclusive a igreja.Em 22 de setembro,Conselheiro despede-se de todos, agora passaria a um planeta de paz e tranquilidade e expira suavemente. Em 02 de outubro, os soldados que restam no arraial pedem paz, mas o exército não aceitam os termos e a luta continua. Reconhecendo o fim de canudos, Zé Luceno e os últimos soldados morrem combatendo. Alguns tentam fugir, a maioria dos fiéis decidem morrer no arraial e se lançam nas chamas, como num suicídio coletivo. O exército tem retorna à metrópole com a cabeça de conselheiro como troféu, mas nessa guerra não tem vencedores.

A guerra divide as pessoas.A força bélica do exército supera a resistência do arraial de Canudos, , pois os ideais de vida, os sonhos e os direitos a vida e a liberdade foram abatidos; A honra de combatente não é justa pois não havia igualdade de preparo; O que prevaleceu foi a força. A baioneta, dois metros a frente de seu empunhador cortando o desprotegido sertanejo com seu facão na mão;A mão de ferro esmagando o dedo mínimo de seu oponente; A bota pisando o pé descalso;A espingarda superando a batebucha; As últimas balas de canhão estourando uma fortaleza com paredes de taipa.
Uma triste história mostrando que no inicio da república a maioria do povo brasileiro esteve à margem das decisões do governo. Relato muito bem descrito pelo jornalista Euclides da Cunha, correspondente do jornal O Estado de São Paulo. Essas anotações estão reunidas no livro Os Sertões.

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